sábado, 3 de março de 2012

Reativando!

Galera, depois de milênios (exageradaaaa) sem atualizar meu blog,
vou voltar com a minha Toada velha cansada à ativa!
Acompanhem postagens de meus escritos.. cordéis, músicas, poemas, besteirinhas
e coisas de outros autores que me encantam!

Deliciem-se!

terça-feira, 8 de março de 2011

Palavreu



Me desabrocho em letras, sou palavra escrita, palavra falada e palavra sentida.
Uma letra em cada digital que traduz, dentro e fora, o que sou, o que fui, o que serei e o que é em mim.
Sou divisões silábicas, cheia de hiatos, ditongos e encontros vocais. Divido-me em fonemas, dígrafos, e como toda palavra bem escrita, possuo minha sílaba tônica.
Engula-me, soletre-me, devore-me, sinta-me. Fui feita palavra de poema e me declamo de dentro pra fora e de fora pra dentro de você.
Desvende-me. Dispenso dicionários. Fui feita palavra pra consumir teus olhos, teus lábios e tua língua, e, como um sopro leve ao pé de teu ouvido, invadir tua alma, a mente, as vísceras e o coração.

-Manuela Cecília.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

À frente!


Que ser pequeno é o ser humano. Em buscas vãs, caminham incansavelmente em busca de algo que na maioria das vezes nem ele sabe o que é. Como pássaros que migram em busca de um novo verão, estão sempre insatisfeitos com o que possuem, nunca estão felizes quando tem a felicidade nas mãos.
Tudo é sempre pouco, muito nunca é o bastante. É uma busca interminável pelo "eu", pelo "ser" e pelo "estar". Procuram em outros lugares, outras palavras, outras emoções, outros céus, em outras vidas. Vivem experiências novas, caminham e deixam a carga de aprendizado pra trás, sem saber que é tudo isso que se vive que o torna um ser completo.
Buscam em tantos àlibis o tal do equilíbrio, caminham tanto, choram, quebram a cabeça, se machucam, e no final das contas, nunca encontram o que procuram. Não encontram porquê a resposta às perguntas, a arca do tesouro está bem na ponta do seu nariz, talvez à um passo de distância e em um reflexo: Basta apenas se olhar em um espelho pra enxergar que tudo o que é procurado lá fora, está dentro de si mesmo.


-Manuela Cecília.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Corpo vazio, copo vazio.


Limpem as avenidas, forrem as mesas dos bares, coloquem
os copos lavados na mesa e encham com a melhor vodka que tiver no estoque.
estou voltando à minha vida boêmia de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis.
Sentarei naquela mesa, com um copo sobrando como se estivesse à espera de alguém [que não chega nunca.]
Farei amizade com o garçom, contarei toda minha história, depois irei chorar
lágrimas de sangue, efeito da vodka em meu corpo.
O bar começará a ser varrido, e mais uma vez, sairei de lá
só, e o copo vazio que estava sobre a mesa, voltará limpo e intacto
para junto de tantos outros copos que já experimentaram tantas outras bocas.
E eu, aqui, pateta e idiota, continuo com essa espera incansável por aquela
coisa que chamam de amor por aí.

-Manuela Cecília.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O sol se escondeu.


Corri pra janela esperando raios de sol que viessem tocar meu rosto e me fazer sentir viva... quis ver os primeiros raios matinais, aqueles das 8hrs que ultrapassam as nuvens e nos presenteiam com seu brilho e ardor. Mas o tempo estava fechado. O céu estava desabando em água, a chuva não parava de cair, e o frio deixou meu nariz gelado, meus dedos travados, e meu corpo pedindo cama.
O tempo estava fechado assim como eu. Esperei por horas que o sol viesse me sorrir, mas ele não veio. A manhã foi longa e solitária, sentada na cadeira de um escritório, na frente de um computador.. aonde o que eu mais queria era estar no xamêgo de quem me quer bem, sentindo o cheiro do cabelo e ouvindo bem baixinho em meu ouvido: "tudo vai ficar bem..."
As vezes é disso que se precisa em um dia de chuva.. do colo de quem tá longe, do cheiro, do toque, da voz sussurrando. O sol ficou guardado, e minha alegria também. Não tive muitos motivos para sorrir hoje, só algumas lembranças de minha última embriaguez.. mas hoje a chuva me fez poeta, e escrevi cartas, frases e sonhos. As cartas que eu guardo pra te entregar, os sonhos que sonhei pra nós, e as frases que me sustentam de pé.
E estou contando os minutos pra fechar os olhos e sonhar.. Estou indo dormir saudosa, meu corpo pedindo o quentinho do seu pra dormir encaixado, com teu cheiro, com tuas curvas...
É nos sonhos que minha utopia se realiza.

"Nega, sinta-se feliz..." (8)

-Manuela Cecília.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Permita-se viver.


Há tanta gente que não sabe o verdadeiro signifacdo de sentir. Pensam o sentir como algo carnal, desejo, prazer... Um sentir que só existe se houver o toque, a posse, o ver cara a cara. Mas digo, senhoras e senhores, que sentir vai além do que se vê.
Você sabe que sente com o coração quando a lembrança da pessoa é mais importante do que sua pele. Quando seus olhos marejam de saudade quando lembra daquele momento bonito, daquela palavrinha que mudou o dia, quando você sente aquele arrepio na coluna quando ouve a voz mesmo que seja ao telefone... Sentir ultrapassa as barreiras do tocar, do calor da pele, da saliva, dos pêlos, da língua entrelaçada uma a outra. Sim, isso é maravilhoso, o prazer que proporciona é inigualável. As pernas bambas, o suor conjunto, os gemidos e sussurros ao pé do ouvido... Mas falo aqui, meus caros, do sentir com o coração, do aprisionamento da sua alma com o carinho do outro ser. Do lembrar constante, do afeto, da preocupação, da cumplicidade, da lealdade. Eu falo do sentir que poucos conhecem, pois nunca se permitiram a tal sensação por medo ou covardia. Abre alas pro teu ser, permita-se viver. Só vive por completo quem sorri, chora, cai, levanta e ama.

-Manuela Cecília.

domingo, 6 de junho de 2010

Estrela Primária.


Era uma tarde de domingo. O céu estava límpido, sem nuvens, sem pássaros, só em um azul infinito. Eu e meu doce amigo, nos sentamos à beira mar e começamos a expor nossa vida em palavras. Risos, lágrimas, conselhos e puxões de orelha. Faltava-nos algo em comum, o qual esperamos por tanto, tanto tempo, com a paciência da mãe que espera o filho durante seus nove meses de gestação. Corremos na areia, brincamos, molhamos nossos pés na água do mar. Iniciou-se, talvez, o momento mais lindo da tarde: o crepúsculo. Pusemo-nos sentados e imóveis na areia, em silêncio, admirando o céu multicor. A tarde foi se pondo, e meu olhos cheios de lágrima admiravam a chegada da escuridão noturna. Ao olhar pra cima, vimos a estrela primária. Eu nunca fui de acreditar em pedidos, pra primeira estrela, simpatia, nem nada do tipo. Mas ele me incentivou, como em uma brincadeira, pra que eu fizesse um pedido que a estrela realizaria. E eu o fiz. Rimos, conversamos mais um pouco, e horas depois, chegou a hora de voltar ao nosso lar.
Como de costume, entrei na internet assim que cheguei em casa. E, por coincidência, destino, ou sei lá o quê, o que eu pedi à estrela veio no exato momento em que me pus on line. Fiquei em choque, por alguns momentos... como algo pode acontecer dessa forma? Exatamente da mesma forma que pedi, sem tirar nem pôr detalhe algum. Fiquei assustada, e ainda estou. Teria aquela estrela realmente ouvido meu pedido? OU foi uma simples coincidência do destino? Bem, resta-me agora viver pra ver acontecer. E que aconteça, e que seja doce.
E eu que tinha deixado de acreditar em conto de fadas...

-Manuela Cecília.